Virtz Administrador segue caminho do pai e junta doações a quem precisa

Administrador segue caminho do pai e junta doações a quem precisa

João Oliveira distribui fraldas, cestas básicas e outros insumos na região sul de São Paulo, seguindo o caminho de solidariedade que aprendeu com o pai

  • Virtz | Luciana Mastrorosa, do R7

João arrecada cestas básicas e doações para ajudar a quem precisa

João arrecada cestas básicas e doações para ajudar a quem precisa

Divulgação

João Alberto Oliveira é administrador de empresas e segue uma vida normal, como tantas outras. Mas, inspirado por seu pai, Alberto da Silva Oliveira, de 80 anos, decidiu seguir os passos do patriarca e, hoje, é responsável por arrecadar fraldas, cestas básicas e insumos para ajudar aos que precisam.

João conta que foi seu pai que deu início a essa história de solidaridade. Ricardo, seu irmão, teve câncer quando era criança. "Na época, a gente era muito humilde e não tinha condição de tratar a doença dele por nossa conta. Mas ele foi superbem tratado no Hospital do Câncer, em São Paulo, e se recuperou", diz João.

Grato pela assistência com seu filho, Alberto, o pai, começou a fazer pequenas doações para a AACD e para o Hospital do Câncer, quando pôde, para retribuir o apoio que recebeu para sua família. E, hoje, João segue a trajetória do pai rumo à solidariedade.

Então, de 30 anos para cá, a família tem se dedicado a ajudar os que mais necessitam. Hoje, João encabeça as ações, doando do próprio bolso os insumos e recebendo algumas ajudas, em geral, da família e dos amigos. Sua ideia é sensibilizar outras pessoas que, como ele, desejam ajudar o próximo sem pedir nada em troca.

João ao lado do pai, Alberto, que começou toda a ação social há mais de 30 anos

João ao lado do pai, Alberto, que começou toda a ação social há mais de 30 anos

Divulgação

Para isso, criou a página "Fazer o bem, faz bem", na rede social Facebook, para engajar outras pessoas que estejam dispostas a ajudar.

"Criei a página para agregar forças e acabei conhecendo pessoas que tinham o mesmo propósito de ajudar os outros. A ideia não é promover a pessoa e, sim, a ação. Ajudar uma criança, uma pessoa deficiente", acredita ele.

"A gente pega um pouco do nosso dinheiro suado e abençoado e nós mesmos compramos fraldas, cestas básicas, leite em pó. Nosso foco hoje são algumas famílias do Morro do Piolho, no Capão Redondo. Tentamos suprir um pouco da necessidade que qualquer pessoa deveria ter assegurada", diz João.

O objetivo agora é que o projeto cresça e possa atingir mais famílias em situação de vulnerabilidade social. "Minha ideia é que alguém possa nos apoiar para que a gente possa expandir a ajuda. Porque, na verdade, é impossível ajudar todo mundo. A gente queria, é o que eu tento todos dias, falar com empresários em busca de apoio. Não importa quem envie os insumos, eu queria que as pessoas pudessem doar direto para as outras, para continuar a ação e levar essa ajuda a mais pessoas", afirma ele.

"Quanto mais alcance tiver, melhor será para todo mundo.  A melhor propaganda é o boca a boca. Seguimos em frente."

Últimas