Novo Coronavírus

Virtz Agricultores ganham kits contra covid para colher algodão em MG

Agricultores ganham kits contra covid para colher algodão em MG

Produtores rurais, que trabalham sem ajuda de máquinas, estão recebendo treinamentos sobre como evitar o contágio de coronavírus dentro do campo

  • Virtz | Pablo Nascimento, do R7

Associação distribui proteção a agricultores que seguem trabalhando na pandemia

Associação distribui proteção a agricultores que seguem trabalhando na pandemia

Divulgação/Solidaridad/Alberto Oliveira

A preocupação com a pandemia de covid-19 já chegou aos campos agrícolas, mesmo em cidades que não têm casos confirmados da doença. Em Catuti, a 652 km de Belo Horizonte, uma associação sem fins lucrativos está distribuindo kits de proteção a 750 trabalhadores rurais que trabalham nas colheitas de algodão.

Os produtores vão receber máscaras de acrílico, luvas, marmitas e garrafas térmicas, além de sabão para higienização das mãos. José Tiburcio de Carvalho, gerente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Catuti, explica que, além de ganhar o material, os camponeses passam por treinamentos para adotar novos hábitos dentro das lavouras.

— Agora todos os trabalhadores são orientados a não compartilhar os objetos, como as marmitas. Eles também devem manter a distância mínima de dois metros entre um e outro.

Leia mais: Na pandemia, produtores rurais se preparam para diminuir riscos

A iniciativa faz parte do projeto Tecendo Valor, da Solidaridad Brasil - organização internacional que atua em 80 cidades do país, estimulando o desenvolvimento do homem do campo.

Os camponeses beneficiados são, em grande maioria, trabalhadores contratados provisoriamente para o período de safra na cidade que é uma das maiores produtoras de algodão da região. Apenas em 2020, o município deve produzir 1 milhão de quilos da fibra. A colheita vai de abril a junho, meses que coincidem com o desenvolvimento pandemia no Brasil.

Rodrigo Castro, representante nacional da Solidaridad, explica que o projeto em Catuti tem como objetivo ajudar o setor da agricultura que não foi paralisado durante, por ser considerado essencial.

— Nosso principal foco é garantir a segurança de trabalhadores rurais na colheita. Sabemos que o risco grande de contaminação vem quando você tem maior aglomeração. E isso pode acontecer, principalmente, nas lavouras da cidade, onde a colheita é feita manualmente.

O produtor rural Adelindo Martins, de 62 anos, que trabalha com algodão desde a década de 1970, confessa jamais ter imaginado vivenciar uma crise de saúde mundial, como a provocada pelo novo coronavírus.

O agricultor avalia que mesmo não tendo registros de infectados com covid-19 em Catuti, ficou mais aliviado ao ganhar o material de proteção para trabalhar, já que outras cidades da região têm casos confirmados.

Em Monte Azul, a 43 km de distância, são cinco moradores com diagnóstico positivo. Já em Janaúba, um dos maiores municípios da região e 90 km distante de Catuti, o governo contabiliza 20 infectados. Em todo Estado, são 7.516 casos confirmados e 234 mortes.

— Estou muito satisfeito com o material. Vai ajudar a manter a cidade sem casos da doença. Agora estamos mais protegidos.

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