Capoterapia leva alegria e qualidade de vida aos idosos em isolamento

A atividade, que foi pensada para ser realizada durante a pandemia, é feita na porta das casas da população piauense

Aluna da capoterapia durante aula realizada em frente a sua casa

Aluna da capoterapia durante aula realizada em frente a sua casa

Divulgação

Um projeto para levar alegria e mais qualidade de vida aos idosos neste momento de pandemia da covid-19 tem percorrido o Piauí. É a capoterapia itinerante. A atividade é uma terapia alternativa, realizada com elementos da capoeira e adaptada para pessoas sem hábito de prática de atividade física. Mas, o que chama mais a atenção, é que ela tem sido feita na porta das casas das pessoas.

A equipe que realiza esse projeto em vários municípios do Piauí já trabalhava com atividades para pessoas com 60 anos e mais, mas a pandemia fez com que os professores precisassem reformular a forma de trabalhar. Foi quando surgiu a ideia de levar a capoterapia para a porta das casas dos idosos.

Equipe dando aula de capoterapia

Equipe dando aula de capoterapia

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Cláudio Eufrásio, um dos idealizadores da ideia, conversou com o R7 e contou como tudo começou. "Este momento que estamos vivendo me fez pensar como iríamos fazer uma atividade que seguisse as recomendações de segurança da OMS (Organização Mundial da Saúde) e que, ao mesmo tempo, levasse mais alegria e saúde física e mental aos idosos que estão em isolamento social. Foi assim que surgiu a iniciativa de levar a capoterapia na porta da casa das pessoas", explica o profissional.

De acordo com o capoterapeuta, o objetivo principal da atividade é a promoção da saúde e qualidade de vida do idoso, além de proporcionar alegria no momento atual. "Com esse trabalho, vi que era possível mudar a realidade de angústia ocasionada pelas doenças psicossociais devido ao isolamento", diz Cláudio.

O diretor estadual da capoterapia no Piauí, Denis Costa, explica que quando as medidas de distanciamento social e isolamento foram impostas, as atividades ofertadas aos idosos pela equipe passaram a ser oferecidas virtualmente. Mas, a necessidade de atender as pessoas que não têm acesso a internet ou aparelho digital fez com que a capoterapia itinerante criasse vida.

Ele destaca que as atividades são feitas de forma segura: "Uma das maiores preocupações da equipe é se munir com EPIs (equipamentos de proteção individual). Além disso, o público fica na calçada, ou dentro de suas casas, enquanto damos a aula, estando sempre a dois metros de distância", enfatiza.

Para a equipe, a felicidade das pessoas é a melhor parte

Para a equipe, a felicidade das pessoas é a melhor parte

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Denis diz que trabalhar com os idosos e ajudá-los a adquirir mais qualidade de vida é recompensador. "Ver a evolução e um sorriso no rosto deles, é tudo. Não tem preço. Esse projeto é a minha vida", reflete.

Para Cláudio, a sensação é a mesma: "A felicidade deles se torna a minha felicidade. Esse é o instante de vida em que mais amo estar na presença deles, não quero que isso passe". Ele torce para que as ações da equipe possam transformar a vida dos idosos positivamente.

Mudando a vida para melhor

Uma das participantes da capoterapia é Marli Silva, de 62 anos. Ela já participava das atividades que a equipe piauiense oferecia antes da pandemia, e agora, faz parte do grupo da capoterapia itinerante.

Marli (sentada à esquerda) com amigos da capoterapia, antes da pandemia

Marli (sentada à esquerda) com amigos da capoterapia, antes da pandemia

Arquivo pessoal

"O projeto foi muito bem pensado e é muito bom. Durante a pandemia, o idoso fica angustiado, depressivo, principalmente os que moram sozinhos. A atividade é uma forma de nos alegrar e motivar", diz Marli.