Novo Coronavírus

Virtz Casais de idosos se casam em asilo após serem vacinados em Minas 

Casais de idosos se casam em asilo após serem vacinados em Minas 

Casamento ocorreu em um lar de convivência, em Contagem, na Grande BH, e contou com doações e trabalho de voluntários 

  • Virtz | Helen Oliveira, da Record TV Minas

Dois casais de idosos se casaram em um lar de convivência de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, após serem vacinados contra a covid-19 . Com a pandemia e a falta de visitas e atividades externas, os recém-casados puderam se aproximar e construirem um relacionamento além da amizade.

O casamento entre Neide Antônia, de 68 anos, e Rodrigo Antônio, de 84, e Antônia Moura, de 82, com Geraldo Pereira, de 69 anos, aconteceu nesta quarta-feira (24), na Instituição de Longa Permanência para Idosos, onde eles moram.

Com todos da instituição imunizados com as duas doses, a festa contou com a ajuda de voluntários e doações. As colegas do local foram as damas de honra.

Os casais se conheciam há mais de cinco anos, mas com a suspensão das visitas e dos passeios, eles passaram a ficar mais tempo juntos. Neide revela que o amor pelo Atlético ajudou na aproximação.

— O flerte começou dos dois lados, porque nós dois somos atleticanos. Quem se declarou primeiro foi ele, vive falando que me ama. Mas eu amo ele também.

Seu marido, Rodrigo, mostrou sua felicidade e disse estar casado com a mulher de sua vida.

— Essa mulher é fora de série, é o amor da minha vida.

Emoção

Para Carina Freitas Santos, filha de Neide, foi emocionante ver a mãe se casar mesmo depois de tantos anos. Segundo ela, Neide não se alimentava corretamente e vivia com a cabeça tombada.

— E de repente ver ela assim, casada, com essa idade, é para acreditarmos no amor, que o amor vence e ultrapassa fronteiras. É maravilhoso o que está acontecendo.

Geraldo e Antônia se casaram sentados

Geraldo e Antônia se casaram sentados

Reprodução/Record TV Minas

Nayara Walker, uma das voluntárias, relata que nunca teve uma experiência parecida.

— Fiquei muito apaixonada com a história deles, muito comovida. Penso que na idade deles, na situação deles, essa felicidade. E poder fazer parte disso, fiquei muito feliz. É a primeira vez que arrumo uma noiva em um asilo.

Em 100 anos de Instituição, foi a primeira vez em que houve um casamento entre moradores. Ângela Maria Campos Rabello, presidente do Lar, reforça que a pandemia influenciou na união.

— Eles ficaram mais solitários, mais isolados, sem visitas, sem atividades externas. Issso possibiltou que eles se observasem mais, ficassem mais próximos um do outro e com isso o amor foi nascendo.

Últimas