Conheça os componentes que não podem faltar no seu hidratante

Os ingredientes de um produto hidratante também são responsáveis por combater problemas de pele, como o envelhecimento precoce

Entenda por que é importante ler os ingredientes do produto e pesquisar seus componentes

Entenda por que é importante ler os ingredientes do produto e pesquisar seus componentes

Reprodução/Instagram @GarnierBrasil

Os hidratantes não são todos iguais e, apesar do tipo de pele ser um dos aspectos determinantes para a sua escolha, também é preciso conhecê-lo mais a fundo e saber o que tem dentro dele para garantir o efeito desejado e evitar problemas sérios no futuro. Em entrevista ao R7, a médica dermatologista Marcele Trindade, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), aponta os componentes que devem ser evitados e os que estão liberados para o uso na sua rotina diária de cuidados.

Já se sabe que hidratantes livres de óleo, com textura aquosa e efeito matte são bons para a pele oleosa. Mas um bom hidrante é bem mais do que isso, e alguns componentes devem ficar de fora da formulação do seu hidratante perfeito para não trazer malefícios à saúde. “Parabenos, por exemplo, estão relacionados ao aumento das mamas, além de alterações no sistema endócrino”, diz a dermatologista, que listou alguns componentes e seus possíveis desserviços à saúde:

Ftalatos: esta classe de substâncias é muito presente nos cosméticos e em outros setores da indústria. Podem ser usados nos esmaltes para intensificar o brilho, nos perfumes para fixar a fragrância e também nos hidratantes para aumentar a cremosidade. “No entanto, alguns estudos sugerem que eles tenham efeitos cancerígenos e que possam trazer prejuízos para os rins, fígado e sistema reprodutivo”, explica a dra. Marcele.

Petrolatos: são óleos pesados, derivados do petróleo cru, que também podem ser comercializados com o nome de vaselina, óleo mineral ou parafina líquida. “Esse componente pode causar dermatites na pele, além de impactar o meio ambiente, por não ser uma substância solúvel e levar anos para a degradação, contaminando o solo”, afirma a médica.

Oxibenzona: a substância é comum em filtros solares, pois absorve as radiações UVB e UVA. “Alguns estudos sugerem que o produto contido em alguns filtros solares, bem como outros produtos cosméticos, pode trazer danos ambientais. Segundo eles, a substância age nas águas dos mares, provocando a morte de recifes e corais. Já para os seres humanos, a contraindicação seria por possíveis alterações endócrinas”, alerta a dermatologista.

Triclosan: por ser um agente antibacteriano, é usado em cosméticos como antisséptico e conservante. Embora regulado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), seus efeitos para os seres vivos podem ser nocivos. “Estudos afirmam que a substância tem capacidade de levar à resistência bacteriana e causar danos ao meio ambiente”, diz Marcele.
Essas pesquisas apontam que o Triclosan é tóxico para algas, peixes e invertebrados, podendo causar um impacto significativo na natureza a longo prazo.

Corantes e sulfatos: os corantes podem causar dermatites, além de danos hepáticos para a saúde humana, animal e vegetal. “No caso dos corantes, há a possibilidade de desencadearem reações alérgicas na pele e alterações respiratórias. Além disso, podem contaminar o meio ambiente como lençóis freáticos e vegetação. Muitos corantes contêm chumbo na formulação, que se acumulam no organismo e no meio ambiente”, explica a dermatologista.

BHA e BHT: os compostos são responsáveis pela conservação e também atuam como antioxidantes em produtos alimentícios e cosméticos. “São substâncias que podem causar alterações endócrinas e também serem fator de risco para o câncer. Apesar de todas essas relações ainda estarem em pesquisa, o melhor a fazer enquanto aguardamos mais correlações é evitar tais substâncias”, recomenda a dra. Marcele.

Garnier mostra como escolher o melhor hidratante para a pele oleosa

Com os alertas da dermatologista, sobre o que evitar ao escolher um bom hidratante, é chegada a hora de saber quais componentes não podem faltar na composição. “Para uma boa ação, os hidratantes devem conter ceramidas, glicerina e lanolina”, diz a especialista. Os compostos são eficientes no combate ao envelhecimento precoce e impedem a perda de água. Contudo, também não dá para descuidar das especificidades de cada tipo de pele:

Pele seca: quem enfrenta diariamente o ressecamento da pele, não pode abrir mão de ativos que fortaleçam a barreira cutânea e impeçam a vermelhidão, coceiras e irritações. “Na pele seca, compostos como manteiga de karité, ácido hialurônico, alantoína e óleos naturais, vitamina E e vitamina C, ajudam a manter a elasticidade da pele”, recomenda a dermatologista.

Pele mista: nessa condição, as substâncias utilizadas dependerão do aspecto da pele. “Se estiver inclinada para uma pele normal, sem muita oleosidade, os produtos hidratantes podem ser um pouco mais pesados, com formulações mais cremosas. Mas se a pele tender à oleosidade, os ativos precisam ser mais leves, em textura de gel ou sérum, contendo compostos que controlem essa oleosidade, como ácidos leves e substâncias matificantes como o zinco”, explica.

Pele oleosa: já para esse tipo de pele, a dermatologista indica texturas em sérum, livres de óleo ou com efeito matte, que podem conter zinco (Zn) ou sílica, atuantes na diminuição da oleosidade e com propriedades antiacneicas.

Para ajudar a cuidar da pele oleosa, com os componentes corretos, Garnier lançou a linha SkinActive Uniform&Matte, com produtos aprovados por dermatologistas*, que vão desde a limpeza até a hidratação. SkinActive Uniform&Matte reúne hidratante, protetor solar fator 30, vitamina C e efeito matte, que deixam a pele com aparência aveludada, por até 12 horas**. Além disso, reduz as manchas*** em uma semana e uniformiza a pele instantaneamente.

Conheça a linha completa

* Pesquisa quantitativa com 150 dermatologistas no Brasil.
** Teste instrumental.
*** Marcas associadas a imperfeições. Teste com 60 participantes, auto-avaliações