Cientistas israelenses criam bateria à base de água e que não polui

Equipe conseguiu desenvolver um método barato de criar hidrogênio líquido sem causar poluição, uma descoberta que pode criar uma revolução

Cientistas anunciaram bateria sem poluição

Cientistas anunciaram bateria sem poluição

Divulgação

Um futuro com veículos movidos a baterias de hidrogênio, que praticamente não causam poluição, pode estar muito próximo. Uma equipe de cientistas israelenses desenvolveu um método para extrair o hidrogênio da água que pode criar veículos ultraeficientes e limpos.

Os pesquisadores do Technion, Instituto Israelense de Tecnologia, publicaram na revista Nature de setembro um artigo descrevendo um método bem-sucedido de separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio combustível. Segundo eles, a nova maneira seria segura, limpa, barata e ultraeficiente.

Os métodos já existentes para retirar o hidrogênio da água são normalmente caros e pouco eficientes e baseados no uso de combustível fóssil, o que cria gases responsáveis pelo efeito estufa.

Energia sem danos ao meio ambiente

O hidrogênio líquido tem a capacidade de gerar tanta eletricidade quanto um motor a gasolina. Por isso, encontrar uma maneira que não causa danos ao meio ambiente foi um passo fundamental.

Para se ter uma ideia, 1kg de hidrogênio líquido gera a mesma energia que 4 litros de gasolina. A substância pode ser usada para gerar essa energia tanto pela queima (calor) ou por eletricidade (utilizada em baterias) e a única substância que é gerada como resíduo é a água.

O sistema desenvolvido pelos israelenses se chama H2Pro e usa uma tecnologia chamada E-TAC (Ativação Eletroquímica Térmica, na sigla em inglês). 

Segundo eles, é uma maneira que quebra as moléculas de água 30% mais rápido que a eletrólise, o método tradicional. Ao contrário da eletrólise, ele não requer minerais e custa 50% menos.

A pesquisa, desenvolvida pelos professores Gideon Grader, Avner Rothschild e Hen Dotan, do Technion, recebeu investimentos da indústria automobilística e pode ser o próximo passo para reaquecer o mercado para modelos movidos a bateria de hidrogênio.