Escola cria lavanderia para atender alunos sem teto

Maya High School, em Phoenix, tem cerca de 30% dos alunos em situação de rua que se sentiam constrangidos por ir à escola sem roupas limpas

Escola cria lavanderia para alunos sem teto

Escola cria lavanderia para alunos sem teto

Reprodução/ Twitter

Uma escola em Phoenix, nos Estados Unidos, criou uma sala com máquinas de lavar para ajudar os alunos sem teto, que se sentiam constrangidos por não terem roupas limpas e acabavam sendo alvo dos comentários de outros colegas.

Cerca de 30% dos estudantes do Maya High School estão em situação de rua e sofriam bullying de outros colegas ao chegarem com as roupas sujas e sem banho. Isso os desmotivava a continuar estudando.

O diretor John Anderson destaca que o Maya “é uma escola alternativa”.

Uma ex-aluna do colégio, Andreya De La Torre, conta que se identifica com os alunos sem teto e que não tinha uma casa fixa durante a infância. “Eu era sem teto, dormia em prédios abandonados, não tinha roupas, lavava o mesmo par de roupas todos os dias... Mas vir para a escola cheirando mal, as crianças não querem ficar perto. Elas falam sobre você. E é muito difícil focar na sua educação quando você está focado na sua auto-estima”.

Para o diretor, a determinação de um aluno disposta a mudar a situação da família foi o que o inspirou a agir e tentar ajudar os alunos.

“Eu pensei comigo mesmo: ‘Aqui está um jovem rapaz que vem para a escola cheirando urina de gato, um adolescente que quer tanto o diploma que ele está disposto a passar por isso’. Isso me rasgou e foi o impulso para criar uma lavanderia para os estudantes no prédio”.

Para construir o espaço, era necessário dinheiro, e como a verba da escola era curta, ele contou com a ajuda de parceiros para angariar o suficiente. Um espaço livre do lado da lanchonete se tornou o novo lugar preferido dos estudantes.

De La Torre, que trabalha na escola agora, diz que a lavanderia ajuda na formação dos jovens. “Nós oferecemos mais do que o lado acadêmico. Nós oferecemos a eles habilidades para a vida, ensinamos coisas que alguém provavelmente não está ensinando lá fora e damos amor a eles”.

“Nós fazemos eles acreditarem neles mesmo e a fazer o que precisam por eles”, diz o diretor. “Essas crianças são sobreviventes, eles são guerreiros”.