Virtz Escola dá aula de natação para trabalhadores de serviços gerais

Escola dá aula de natação para trabalhadores de serviços gerais

Professor do colégio Mopi, no Rio de Janeiro, criou projeto após conversar com auxiliar de limpeza que tinha fobia de água

Projeto Braçadas Transformadoras dá aulas de natação para trabalhadores de escola

Projeto Braçadas Transformadoras dá aulas de natação para trabalhadores de escola

Divulgação

Motivador, acolhedor e instrumento de promoção de bem-estar são termos que ajudam a definir o projeto Braçadas Transformadoras. A iniciativa promovida pelo colégio Mopi, no Rio de Janeiro, dá aulas de natação para trabalhadores da área de serviços gerais da instituição, que nunca tinham praticado o esporte. Até o momento, quatro deles estão participando.

O professor de educação física Vinícius Cândido, idealizador da iniciativa, afirma que o objetivo é dar movimento e motivação a quem não sabe nadar. “A prática de natação é inédita para eles, que, até o momento, já tinham experiência no mar e em outros ambientes aquáticos, mas nunca aulas de natação, sob supervisão de um profissional de esporte e saúde”, conta.

“Como resultado, percebi de imediato o prazer e o bem-estar. Eles chegam às aulas empolgados, vibramos juntos com cada meta batida. Qualquer novo movimento é comemorado, gerando grande satisfação e melhora do humor”, acrescenta o professor.

Vinícius conta que a ideia surgiu após uma conversa com Gleiciane de Souza Cunha, auxiliar de limpeza da escola, que comentou ter medo de piscinas. “Ela comentou que tinha fobia à água e não conseguia entrar em uma piscina sem sentir medo. Gleiciane conversou com outros colaboradores responsáveis pela manutenção da escola e percebeu que existia essa demanda”, diz ele.

Superação de um trauma

Para Gleiciane, o Braçadas Transformadoras propiciou a superação de um trauma e a libertação do medo. “Eu era uma pessoa que tinha um trauma de infância com piscinas. Então, comentei com o professor Vinícius e outros colegas que eu não sabia nadar, mas gostaria muito de aprender. Assim, ele conversando com o coordenador dele, conseguiu fazer esse projeto”, conta ela.

“Meu sonho era entrar numa piscina sem sentir medo, e hoje, esse sonho se realizou. Estou muito feliz, pois tenho feito coisas que jamais imaginei fazer”, comemora.

Vinicius afirma que seu sentimento é de felicidade e missão cumprida. “Me vi numa situação em que todo educador gosta de estar: a de poder transformar vidas. Está sendo um privilégio e um prazer muito grande fazer parte de um momento tão especial da vida dessas pessoas. Mais do que aprender a dar braçadas, saber nadar contribui para a autoestima do ser humano e para uma melhor qualidade de vida”, destaca.

O professor ainda lembra que, por ser um esporte completo, nadar traz diversos benefícios físicos. “Trabalha todo o corpo, fortalece a articulação e os ligamentos, ajuda no emagrecimento, na queima de gordura, combate o estresse e melhora a respiração”, cita.

Possível ampliação

Coordenador de bem-estar e qualidade de vida do Mopi, Felipe Fragata ressalta que a iniciativa é temporária, mas pretende ampliá-la e oferecer aulas para trabalhadores de outros setores no ano que vem.

“Mesmo embrionário, pois [o projeto] começou recentemente, já podemos comemorar. Minha percepção foi de que os alunos do Braçadas Transformadoras se sentiram valorizados, tendo vozes, porque, quando a escola desenvolve uma iniciativa que vai além da rotina, também desperta o entendimento de uma melhoria para o restante da vida, além do ambiente de trabalho”, analisa.

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