Geladeiras com comidas grátis se espalham pelas ruas de Nova York

Nova campanha na cidade dos Estados Unidos ajuda a população em situação de vulnerabilidade social durante a pandemia de covid-19

Voluntária do projeto que ajuda as pessoas a não faltar comida em casa

Voluntária do projeto que ajuda as pessoas a não faltar comida em casa

Reprodução/Instagram Iohnyc

Um ato de solidariedade está sendo feito nas ruas de Nova York, nos Estados Unidos. Um casal resolveu comprar um refrigerador e abastecê-lo com alimentos saudáveis para montar, na rua, uma espécie de geladeira comunitária. Dessa forma, as pessoas que estiverem passando por dificuldades financeiras podem ter acesso a comida de qualidade. 

A dupla fica durante 45 minutos por dia estocando a geladeira, que já conta com itens como ovos, batatas e verduras, entre outros alimentos que estão sendo doados. Os posts na internet com a ideia viralizaram e hoje já são cerca de 15 geladeiras espalhadas por vários cantos da cidade norte-americana, com outros voluntários que aderiram à ação.

Foto da geladeira cheia de alimentos

Foto da geladeira cheia de alimentos

Reprodução/Instagram Iohnyc

Por conta do novo coronavírus, muitas famílias estão desempregadas e isso aumenta a diferença social, por isso a campanha visa diminuir os danos causados pela pandemia.

Uma parceria foi feita com a organização "In Our Hearts" (Nos Nossos Corações), que tem como foco combater a insegurança alimentar.

"Liguei a geladeira do lado de fora do meu apartamento e coloquei uma placa com a inscrição 'Comida grátis', dentro de algumas horas, o refrigerador já estava meio vazio, isso me fez perceber que a necessidade era ainda maior do que eu imaginava, mas também é algo que funciona para as pessoas", disse Thadeaus Umpster, organizador do In Our Hearts.

Ideia é ajudar pessoas afetada pela pandemia

Ideia é ajudar pessoas afetada pela pandemia

Reprodução/Instagram Iohnyc

"Pegue o que você precisa, deixe o que puder", é uma frase que foi pintada na frente de um dos pontos onde as pessoas podem pegar a comida.

O projeto já conta com 180 voluntários reabastecendo e coordenando entregas que vêm de hortas comunitárias, doações de supermercados ou porções extras provenientes das refeições de algumas famílias.