Virtz Grupo doa próteses de aréola para mulheres mastectomizadas

Grupo doa próteses de aréola para mulheres mastectomizadas

A iniciativa, que ganhou força com o Outubro Rosa, visa devolver a autoestima de mulheres sobreviventes do câncer de mama

  • Virtz | Júlia Putini, do R7*

Empresa prevê distribuir mais de 100 mil próteses até o fim do ano

Empresa prevê distribuir mais de 100 mil próteses até o fim do ano

Reprodução/Pexels

O Projeto Flow, iniciativa do Grupo Natalia Beauty, é uma ação inédita para contribuir com o bem-estar e autoestima das vítimas do câncer de mama. O projeto, que teve início em janeiro, já ajudou mais de 10 mil mulheres do Brasil e de outros países que fizeram mastectomia.

Natália Martins, CEO do grupo, explica como surgiu a ideia. "Desenvolvemos próteses de silicone que se aproximam muito da pele humana, para que nossos alunos possam treinar a técnica. Como sobrava muito silicone de grau médico, eu pensei 'por que não usar essas sobras de material e fazer aréolas?' O resultado é idêntico ao natural."

Para receber a prótese gratuitamente em casa, em qualquer região do Brasil ou fora dele, as mulheres interessadas devem preencher um formulário disponível no site e enviar foto da mama para análise especializada da equipe técnica, conduzida por Éderson Orlandi, professor especialista em prótese e anaplastologia.

Assim, é possível fazer um estudo da anatomia e produzir uma prótese simétrica e que esteja de acordo com as características particulares de cada mulher. A anaplastologia, área ainda pouco explorada no Brasil, é capaz de reabilitar o paciente que sofreu algum tipo de desfiguramento corporal, por meio do uso de próteses restaurativas.

É uma parte muito pequena, mas que representa a feminilidade de cada mulher. Psicologicamente, a prótese areolar traz muito mais autoconfiança e de se ver completamente reabilitada. Reconstrói não só a parte faltante, mas resgata a autoestima, completando o processo de cura.

Éderson Orlandi, professor especialista em prótese e anaplastologia

A prótese pode ser aplicada no seio com uma cola especial, indicada durante o atendimento. Assim, fica fixada por até 40 dias e é possível tomar banho, ir à praia, ou fazer qualquer atividade que envolva água. Depois que a cola se perde, basta lavar com sabão neutro e colar novamente. "Então, se bem cuidada, é uma aréola que dura para sempre", frisa Natália.

Uma outra opção: a nanopigmentação paramédica

Além da doação de próteses de aréola, também é possível realizar de forma gratuita a reabilitação da aréola por meio da nanopigmentação paramédica, uma evolução da micropigmentação.

Além de semipermanente, é não invasivo, e consegue reproduzir a aréola por meio da pigmentação superficial da pele. A profissional cria efeitos e traços específicos que se assemelham ao aspecto natural da mama. No entanto, é necessária uma autorização médica para realizar a nanopigmentação.

Quem pode atestar a recuperação promovida pela nanopigmentação é Roseli Hortêncio, técnica de enfermagem de 46 anos, que fez o procedimento em 2018. Depois de enfrentar um cãncer raro no ovário, Roseli descobriu possuir uma mutação genética que modifica suas células, tornando-as nocivas. Assim começou sua jornada para eliminar os nódulos encontrados em suas mamas, obrigando-a a realizar a dupla mastectomia.

"Fiquei um ano usando expansor nas mamas e, depois, foi realizada outra cirurgia onde eles fizeram a reconstrução e colocaram as próteses, há cinco anos. Hoje estou bem, faço ainda acompanhamento, mas estou curada e muito feliz. Com certeza a micropigmentação fez uma diferença na minha autoestima, achei que ficou muito bonito. Só tenho a agradecer", declarou.

As mulheres interessadas devem agendar o procedimento no próprio site do grupo. Depois, devem se direcionar até a clínica, localizada na Avenida Rebouças, 1481, em São Paulo, para realizar o procedimento.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Luciana Mastrorosa

Últimas