Instituto coordena produção de 10 milhões de máscaras de tecido

Projeto conta com a participação de cinco mil costureiras em parceria com Bradesco, Itaú, Santander e Instituto BEI

Mais de 5.000 costureiras colaboram com a fabricação dos itens de segurança

Mais de 5.000 costureiras colaboram com a fabricação dos itens de segurança

Reprodução/Divulgação Instituto Rede Mulher Empreendedora

O projeto ‘Heróis Usam Máscaras’ foi criado para combater a epidemia e distribuir renda a comunidades em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa ganhou escala nacional por meio da coordenação do Instituto Rede Mulher Empreendedora para a produção e distribuição gratuita de 10 milhões de máscaras.

“É uma ideia desafiante e emergencial que foi tirada do papel em poucas semanas. O mais incrível é ver que é possível construir relações colaborativas e de múltiplo impacto social mesmo em um momento de crise como este que estamos vivendo: gerar renda para mulheres, entregar máscaras gratuitamente, reforçar o protagonismo das ONGs, transformar a responsabilidade social corporativa de grandes empresas em ações práticas e apoiar ainda o fluxo de caixa de fornecedores têxtil e operadores logísticos.”, diz Célia Kano, diretora e coordenadora.

De concepção do Instituto BEI, e em parceria com o Bradesco, Itaú e Santander, o projeto prioriza a distribuição dos itens para a população mais necessitada, como idosos, pessoas imunodeprimidas e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Adailton Santos, da ONG Agentes da Paz, localizada em Currais Novos, no Rio Grande do Norte, expõe que o primeiro resultado desde que o projeto teve início foi a mudança pessoal em cada mulher que está com eles. “Muitas estavam sem produção pois são fabricantes de roupas ou costureiras para serigrafias. Algumas das “facções” também tiveram que parar em nossa região.  No começo eram oito mulheres; na segunda semana, 12 delas; na seguinte, 22; e, por fim, estamos trabalhando com 72 mulheres produzindo máscaras e tomando posse da palavra empreendedorismo”, diz.

Doralice Correia Ramos, costureira de Santo André, na Grande São Paulo, está produzindo por meio do Instituto Themis Furigo é uma destas mulheres que já sente o impacto positivo do projeto.

“Na primeira semana eu peguei só 500 peças, um pouco temerosa, depois mais 500, depois mil. Agora eu já estou chegando a 2 mil máscaras por semana com uma costureira que me ajuda. O fato de eu já ter trabalhado a R$ 0,30 centavos é uma coisa até dolorida de falar, esse preço de bala, mas se não se tem muita roupa para costurar e é o que tem, a gente pega. Para mim, financeiramente é o melhor que me aconteceu.”, diz.

O projeto está presente em mais de 20 estados, entre eles, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.