Itália estuda teste de anticorpos contra covid-19

Regiões do país começaram a realizar testes serológicos em massa que detectam possíveis anticorpos contra contra o novo vírus na população

Testes serológicos verificarão a presença e o tipo de anticorpos entre italianos

Testes serológicos verificarão a presença e o tipo de anticorpos entre italianos

EFE/EPA/ALESSANDRO DI MEO

Algumas regiões da Itália começaram a realizar testes serológicos em massa que detectam possíveis anticorpos contra a covid-19 em sua população, como uma das medidas para poder iniciar um regresso progressivo à normalidade, embora ainda haja muitas dúvidas sobre esse método.

A partir desta quinta-feira (2), a região de Emilia-Romagna começará a submeter todos profissionais da saúde a esses testes, em um total de cerca de 100 mil em uma primeira rodada, prevendo-se que atinja aproximadamente 200 mil, segundo um comunicado.

"A segurança dos profissionais de saúde e dos pacientes deve ser a prioridade. É essencial que o pessoal dedicado a essa emergência trabalhe em condições de máxima proteção para si e para os pacientes, e sem correr o risco de ser uma fonte de contágio", disse o conselheiro regional de políticas de saúde, Raffaele Donini.

Ele explicou que os testes serológicos verificarão a presença e o tipo de anticorpos em uma pessoa através de uma amostra de sangue, uma picada no dedo e os negativos serão avaliados após 15 dias.

As pessoas com resultados positivos, ou seja, que possuem anticorpos contra o vírus, demonstrarão que foram infectados e que já o superaram, serão submetidos a um teste tradicional para confirmar.

O presidente da região de Friuli-Venezia Giulia, Massmiliano Frediga, também anunciou que a possibilidade de testes de anticorpos está sendo estudada em laboratórios e com seus cientistas.

Ele afirmou que, embora esses testes "ainda não sejam 100% confiáveis", eles podem ser combinados com os testes tradicionais para ter mais certeza.

"Se podemos garantir que uma pessoa está curada e que eles desenvolveram os anticorpos e não são contagiosos, podemos dar a ela a oportunidade de retornar às suas atividades", acrescentou Frediga.

Do ponto de vista financeiro, esses novos testes têm uma clara vantagem: custam muito menos. Se adquirido em grandes quantidades, o kit para um único teste serológico pode custar cerca de 10 euros, 10 a 20 vezes menos que o teste molecular nasofaríngeo, explica hoje o jornal "Il Sole 24 ore".

Além disso, outra vantagem adicional é o tempo necessário para obter uma resposta, que varia entre 2 minutos para os mais rápidos e aproximadamente 30 minutos para os mais lentos.

Mas a questão tem a ver com a eficácia do resultado, uma vez que não é expresso em valores numéricos, mas simplesmente como positividade ou negatividade e sua confiabilidade no caso de identificar pacientes positivos é de cerca de 85%, acrescenta o jornal italiano.