Nem tudo foi ruim: relembre boas notícias de 2019

Mente é geneticamente programada para relembrar experiências negativas com mais detalhes e intensidade

    • Virtz
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      BBC NEWS BRASIL
Nossa mente é programada para relembrar experiências negativas, mas houve também boas notícias em 2019

Nossa mente é programada para relembrar experiências negativas, mas houve também boas notícias em 2019

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 Houve momentos em 2019 que pareciam que tudo era só tristeza e melancolia — e de fato foi o caso para algumas pessoas.

Mas nem tudo foi ruim.

Lembre-se de que nossa mente é geneticamente programada para relembrar experiências negativas mais intensamente — e com mais detalhes.

Se você está tendo dificuldade para identificar memórias mais positivas deste ano em meio aos relatos sem fim de guerras, ataques terroristas, fraudes eleitorais, quedas de avião, crise climática, enchentes, ciclones, explosões de vulcões, nós garantimos que houve "boas notícias" também.

Não está convencido? Dê uma olhada abaixo.

Avanço importante contra diabete tipo 1,...

Avanços científicos ampliam a esperança de uma possível cura para o diabete tipo 1

Avanços científicos ampliam a esperança de uma possível cura para o diabete tipo 1

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Cientistas nos Estados Unidos conseguiram transformar células-tronco em células produtoras de insulina.

O avanço científico amplia a esperança pela cura da diabete tipo 1.

"Foi um passo crítico em direção à meta de criar células que possam ser transplantadas para pacientes com diabetes", afirmou Matthias Hebrok, diretor do Centro de Diabetes da Universidade de San Francisco.

...o Alzheimer…

Três diferentes ramos de pesquisa deram esperanças sobre o Alzheimer em 2019

Três diferentes ramos de pesquisa deram esperanças sobre o Alzheimer em 2019

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Não há uma, mas três razões para ser otimista nesse flanco.

De um lado, cientistas estão novamente esperançosos de conseguir retardar a doença usando a droga aducanumab, numa segunda tentativa após testes iniciais terem indicado resultados aquém do esperado.

De outro, pesquisadores da Universidade Berkeley também identificaram que drogas que aliviam inflamação do cérebro podem retardar ou mesmo reverter o declínio cognitivo associado ao Alzheimer.

Além disso, cientistas na Alemanha anunciaram que já detêm os meios de identificar sinais de Alzheimer muito antes dos sinais clínicos.

…e o HIV

Pesquisa mostrou que transmissão do HIV pode ser contida com o tratamento com antirretrovirais

Pesquisa mostrou que transmissão do HIV pode ser contida com o tratamento com antirretrovirais

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Tratamento pode prevenir a transmissão sexual do vírus HIV, segundo um estudo na conceituada publicação científica The Lancet.

Pesquisadores não registaram, ao longo de oito anos, nenhum caso de transmissão entre quase mil casais de homens homossexuais que fizeram sexo sem camisinha — um dos parceiros era soropositivo e era tratado com antirretrovirais.

Nosso planeta está ficando mais verde

Segunda a Nasa, a cobertura vegetal do planeta aumentou 2 milhões de milhas quadradas em 20 anos

Segunda a Nasa, a cobertura vegetal do planeta aumentou 2 milhões de milhas quadradas em 20 anos

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Segundo a Nasa, a Terra está 5% mais verde do que era 20 anos atrás. Graças principalmente à agricultura intensiva ao redor do mundo e a amplos programas de plantação de árvores na Índia, na China e em países da África.

A agência espacial americana afirmou que a cobertura vegetal do planeta aumentou 2 milhões de milhas quadradas, área equivalente à da Floresta Amazônica.

Mas o avanço dessa área verde não neutraliza a perda de vegetação natural e biodiversidade em regiões tropicais como o Brasil e a Indonésia.

Malária foi erradicada na Argélia e na Argentina

Malária já foi erradicada em 38 países e territórios do mundo, segundo a OMS

Malária já foi erradicada em 38 países e territórios do mundo, segundo a OMS

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A Organização Mundial da Saúde afirmou que a malária foi erradicada na Argélia e na Argentina.

Segundo a instituição, não há casos registrados da doença em 38 países e territórios no mundo.

Negros são maioria pela 1ª vez no ensino superior público brasileiro

Pessoas pretas ou pardas passaram a ser maioria entre os estudantes de ensino superior público no Brasil. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018 divulgados neste ano, esta parcela da população representa 55,8% da população, mas é primeira vez representa mais da metade das matrículas.

Além da implementação de ações afirmativas como cotas, a instituição atribui o avanço a melhorias em indicadores como atraso e abandono escolar.

A proporção de jovens de 18 a 24 anos pretos ou pardos no ensino superior passou de 50,5% em 2016 para 55,6% em 2018, mas ainda é menor que a registrada entre os brancos (78,8%).

Uma tartaruga gigante 'retorna dos mortos'

Tartaruga gigante fêmea foi avistada em Galápagos pela primeira vez desde 1906

Tartaruga gigante fêmea foi avistada em Galápagos pela primeira vez desde 1906

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Uma tartaruga gigante, que se acreditava estar extinta há um século, foi vista na ilhas Galápagos, no oceano Pacífico, a quase 1.000 km da costa do Equador.

A última espécime vista de Chelonoidis phantasticus havia sido avistada em 1906. Até este ano, quando uma fêmea adulta da espécie apareceu em um dos pontos mais remotos da ilha de Fernandina.

Estima-se que ela tenha ao menos 100 anos, e pode não ser a única sobrevivente da espécie: conservacionistas afirmam ter descoberto sinais de pegadas e fezes que podem indicar a existência de outras tartarugas dessa espécie.

Há boas notícias para tartarugas marinhas também: a população cresceu 980% desde que ela foi declarada espécie protegida, em 1973.

O retorno da baleia

População de baleias-jubarte esteve à beira da extinção nos anos 1980

População de baleias-jubarte esteve à beira da extinção nos anos 1980

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A população de baleias-jubarte cresceu 93% e passou da beira da extinção nos anos 1980 para 25 mil espécimes em 2019.

Décadas de pesca industrial de baleias dizimar a espécie na região sudoeste do Atlântico, mas essa tendência parece ter sido revertida.

Aliança entre Israel e vizinhos árabes para preservar coral

Corais do Mar Vermelho podem ajudar a salvar populações de corais em todo o mundo

Corais do Mar Vermelho podem ajudar a salvar populações de corais em todo o mundo

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A população de corais no Mar Vermelho está sob pressão crescente da acidificação do oceano, aquecimento da água do mar e aspectos ligados ao turismo, como poluição da água, resíduos de loções solares e mergulho.

Alguns recifes em áreas ao sul do Mar Vermelho já foram afetadas e estão apresentando o chamado branqueamento de corais (bleaching, em inglês), mas segmentos ao norte estão bastante saudáveis.

A preservação desse ecossistema único demanda cooperação internacional, e levou a uma parceria entre Israel, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen, Eritreia, Djibouti e Sudão que criou o Centro de Pesquisa Transnacional do Mar Vermelho.

A entidade será gerida pelo Instituto de Tecnologia Federal da Suíça, em Lausanne, e vai estudar como alguns recifes conseguiram resistir ao dano, na esperança de ajudar a salvar populações de corais ao redor do mundo.