No Corre 99 Mês da mobilidade urbana: o papel dos apps de transporte na melhora do trânsito no Brasil

Mês da mobilidade urbana: o papel dos apps de transporte na melhora do trânsito no Brasil

Dia Mundial Sem Carro, celebrado em 22 de setembro, visa conscientizar sobre o impacto do alto volume de carros nas ruas

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Com 38,1 milhões de carros, o Brasil tem a sexta maior frota de automóveis do mundo
Crédito: Pixabay

Com 38,1 milhões de carros, o Brasil tem a sexta maior frota de automóveis do mundo Crédito: Pixabay

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De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), o Brasil possui 38,1 milhões de carros espalhados em 5.570 municípios. É um carro para 4,7 habitantes, fazendo com que o país tenha a sexta maior frota de automóveis do mundo, atrás de países como Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Alemanha.

Em São Paulo, por exemplo, o número de veículos que circulam nas ruas dobrou em abril deste ano em comparação com o mês anterior. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou que o volume de veículos na capital foi de 6,4 milhões. Em março, eram 3,2 milhões.

Como consequência, o excesso de carros nas ruas produz efeitos negativos à população e ao meio ambiente, como elevados níveis de poluição, ruídos, trânsito e estresse, principalmente nas grandes cidades.

Para amenizar esses transtornos, a carona, a bicicleta e o transporte coletivo (ônibus, metrô e trem) ganham força como alternativas em substituição ao veículo próprio. "Evidentemente que auxiliam e diminuem o fluxo de carros nas ruas. Para isso, há a necessidade das cidades se adaptarem e oferecerem modais para que as pessoas possam se locomover”, explica Sérgio Marques, tenente-coronel da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) e há 24 anos especialista em Direito de Trânsito.

Na visão de Davi Bertoncello, especialista em mobilidade urbana, os aplicativos de transporte também merecem destaque. “Ele [o aplicativo] traz uma solução tecnológica inteligente que ajuda a fazer com que as pessoas não precisem sair com seus próprios carros”, destaca o especialista nesta quarta-feira (22), data que desde 2000, no Brasil, é comemorado o Dia Mundial Sem Carro, que visa estimular a reflexão da população sobre o uso responsável dos automóveis. A data foi criada em 1997, na França.

A popularização dos apps, especialmente pelas pessoas da classe C, é consequência da necessidade de sair de casa para o trabalho em plena pandemia de covid-19. De acordo com a pesquisa DataFolha encomendada pela 99, empresa de tecnologia voltada à mobilidade urbana, 31% dos 1.542 brasileiros de seis capitais ouvidos pelo estudo passaram a usar o app durante a pandemia. Além disso, 75% afirmaram manter ou ampliar o uso do aplicativo nos próximos meses. Comodidade e segurança são os principais requisitos de quem optou por esse sistema de locomoção urbana.

Essa democratização proporcionada pelos aplicativos de transporte é benéfica na visão do especialista em Direito de Trânsito, Sérgio Marques . “Pelo valor cobrado, que ainda é acessível, e por determinados horários em que o serviço público não está disponível, o transporte por aplicativo surge como modal a ser utilizado, inclusive com a comunhão de mais de uma pessoa utilizando aquele determinado veículo”, afirma.

Davi Bertoncello também observa essa mudança na cultura da mobilidade urbana no país, mas cobra agilidade nas políticas públicas que envolvem o setor. “Nesses últimos anos, principalmente nas grandes cidades, temos visto algumas revoluções, mas o Brasil tem que tomar decisões rápidas nos próximos meses e não nos próximos anos para definir qual a posição que o país terá no podium da mobilidade mundial”, conclui Bertoncello.

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