No Corre 99 Parceria entre app de transporte e projeto social ajuda mulheres vítimas de violência no Brasil

Parceria entre app de transporte e projeto social ajuda mulheres vítimas de violência no Brasil

Canal de comunicação da 99 já conectou mais de 600 pessoas ao projeto Justiceiras, liderado pela promotora de Justiça Gabriela Mansur

  • No Corre 99 | Renato Fontes, do R7 Conteúdo e Marca

Cerca de 60% dos usuários do aplicativo 99 são mulheres

Cerca de 60% dos usuários do aplicativo 99 são mulheres

Divulgação/99

Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do Governo Federal, o isolamento social foi responsável por um aumento de cerca de 40% em denúncias de violência doméstica feitas pelo canal 180. O Brasil ocupa, hoje, o quinto lugar em casos de agressão contra mulheres no mundo.

Diante dos dados e olhando para boa parte de seu quadro de colaboradores formado por mulheres e para as cerca de 60% usuárias da plataforma, em março deste ano, a 99, empresa de tecnologia ligada à mobilidade urbana, firmou parceria com o projeto Justiceiras, uma rede de apoio a mulheres vítimas de violências, que atua em todo território nacional e foi criada em 2020 pela promotora de Justiça Gabriela Mansur.

Juntos, a 99 e o projeto Justiceiras ampliaram a participação na luta contra a violência doméstica e viabilizaram um canal de comunicação que conecta mulheres à ação social. Até o mês de junho, o sistema registrou 605 ocorrências espalhadas pelo Brasil. Inicialmente, a parceria ocorrerá até o final de 2021.

“Durante o ano passado, com a pandemia, entendemos que era nosso papel, também, facilitar o deslocamento das vítimas de violência até uma delegacia e, avaliando os números, tomamos a iniciativa de conectar mais uma ponta deste processo, que é a de auxiliar as vítimas com apoio especializado, para que possam superar o ciclo de violência”, explica a diretora de operações e produtos da 99, Livia Pozzi.

O estado de São Paulo, com 157 casos, liderou o ranking. Rio de Janeiro (83), Minas Gerais (55), Amazonas e Paraná (ambos com 30) completaram a lista com os cinco estados brasileiros com o maior número de casos de agressões contra mulheres registrados no formulário presente na plataforma da 99.

Mas, essa não foi a primeira acessão da 99 em prol da mulher. Para estimular denúncias de agressão, em 2020 a companhia de transporte por aplicativo já havia subsidiado 20 mil corridas gratuitas para todas as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) existentes no país.

App 99: Canal de acolhimento a mulheres vítimas de violências

Aplicativo da 99 ajudou a denunciar casos de violência doméstica

Aplicativo da 99 ajudou a denunciar casos de violência doméstica

Paul Hanaoka / Unsplash

Desde março deste ano, ao abrir o aplicativo da 99 e clicar na Central de Segurança, a mulher tem acesso a um formulário que direciona o caso para a equipe das Justiceiras.

Após receber esse formulário virtual e realizar uma análise multidisciplinar, feita por psicólogas, advogadas e médicas voluntárias, é iniciado o contato e o acolhimento. O grupo também auxilia as vítimas a protocolarem o caso junto ao Ministério Público. Mulheres trans também são beneficiadas.

Mais Mulheres na Direção
Tanto o canal de acolhimento às vítimas de violência doméstica quanto o subsídio das corridas fazem parte do movimento “Mais Mulheres na Direção” da 99, que conta com iniciativas focadas no público feminino, seja ela passageira, motorista parceira ou colaboradora da 99.

O movimento busca parcerias com empresas e entidades para oferecer suporte às mulheres a ter acesso a recursos e programas de combate ao assédio e recolocação profissional.

Como denunciar o agressor?
De acordo com a Lei Maria da Penha, esse tipo de violência é caracterizado por ação ou omissão que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico da mulher. Danos morais ou patrimoniais a mulheres completam a lista.

Em todo o Brasil, as denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelos números 180 e 100. Ambas ligações são gratuitas. Também é possível denunciar pelo site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, do Governo Federal.

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