Virtz ONGs lutam para manter cursos para alunos de baixa renda

ONGs lutam para manter cursos para alunos de baixa renda

Uma pesquisa mostrou que a classe E é a que mais sofre com a baixa qualidade ou falta de conexão com a internet para acompanhar as aulas

  • Virtz | Do R7

Estudo aponta que maioria dos estudantes assistem às aulas de modo virtual

Estudo aponta que maioria dos estudantes assistem às aulas de modo virtual

Pew Nguyen/Pexels

O início da quarentena desafiou educadores a mudar o formato de aulas, conteúdos, a linguagem e, principalmente, o acesso para levar o conhecimento técnico e manter a atenção e a participação dos estudantes.

O cenário fica ainda mais difícil em vulnerabilidade social, por isso, as ONGs lutam para manter ativo os cursos de formação profissional para alunos carentes que enfrentam a baixa qualidade da internet e a necessidade urgente na busca por emprego.

Um estudo realizado por Cetic.br, Nic.br e Cgi.br, apontou que a maioria dos estudantes, considerando também os de ensino fundamental e médio, assistem as aulas por meio de sites, redes sociais ou plataforma de videoconferência. 

A pesquisa mostra que a classe E é a que mais sofre com a baixa qualidade ou falta de conexão com a internet para acompanhar as aulas. Outro motivo que tem afastado os alunos das aulas é a necessidade de 56% dos estudantes procurarem emprego.

No IOS (Instituto da Oportunidade Social),  a equipe de cerca de 50 professores conteudistas desenvolveu um método que compara e aproxima a realidade do dia a dia do aluno com a vivência corporativa, para tornar o ensino mais dinâmico e atrativo em tempos de isolamento social.  Além disso, a ONG disponibilizou chip de internet para acesso exclusivo à plataforma dos cursos, que foram remodelados para o formato online. 

Segundo os professores, o maior desafio foi quebrar de vez as barreiras tecnológicas na educação. Antes, os professores pediam para o aluno desligar o celular nas aulas e depois da pandemia o movimento é exatamente o contrário. 

As ferramentas e dispositivos de tecnologia foram fundamentais para manter as aulas, mas foi preciso tornar o conteúdo compatível ao celular – principal meio por onde os alunos acompanham as aulas.

Assim, os educadores passaram a utilizar e a produzir mais materiais didáticos em vídeos e proporcionar ambientes de simulação para que os alunos pudessem praticar com mais realidade. 

Mudanças e novos aprendizados

Para implantar todas essas mudanças, os professores também precisaram voltar a ser alunos e treinar na plataforma para entender as necessidades, as dificuldades e mergulhar no novo modelo. Desta forma, passaram a assumir a função de "pontes para o conhecimento", ao invés de "detentores do conhecimento", que mantinham antes do novo formato. Esse aprendizado modificou a rotina e o formato híbrido dos cursos já é uma realidade no IOS.

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