Pai doa fígado para salvar filha de um ano com cirrose hepática

Valentina fez cirurgia em maio e recebeu alta na última sexta (10); este foi o primeiro transplante de fígado para crianças com doador vivo de Minas Gerais

Valentina teve diagnóstico com apenas 2 meses

Valentina teve diagnóstico com apenas 2 meses

Divulgação / Hospital das Clínicas

Um pai doou parte do fígado para a própria filha de um ano de idade, que sofre de cirrose hepática. A cirurgia foi realizada no Hospital das Clínicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em Belo Horizonte, há cerca de dois meses, e a criança recebeu alta na última sexta-feira (10)

Valentina nasceu no ano passado em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a mãe, Helania Costa, a criança nasceu com pouco peso e foi internada pela primeira vez com apenas dois meses.

Após vários exames, eles finalmente descobriram que Valentina tinha cirrose hepática. Segundo o médico do HC, Leandro Navarro, a doença costuma estar associada ao alcoolismo, mas várias crianças já nascem com a doença.

— Existem certas predisposições genéticas que causam algumas doenças no fígado das crianças, incluindo a cirrose hepática.

A cirurgia é considerada de alto risco, já que as conexões dos vasos sanguíneos com o fígado da criança são minúsculos e o processo é delicado e complexo. Esse é considerado o primeiro transplante de fígado para crianças com doador vivo na história de Minas Gerais.

Segundo o médico Leandro Navarro, a cirurgia foi um sucesso, mas Valentina continuará em acompanhamento médico por muito tempo.

— Uma pessoa que recebe um transplante precisa ser acompanhada pelo resto da vida. No caso de Valentina, que tem apenas um ano, ela terá um acompanhamento semanal bem cuidadoso durante os próximos meses.

O doador, Alexandre Lopes, comentou sobre o sentimento de poder salvar a vida da própria filha.

— É muito bom poder ajudar a minha filha e não ter a necessidade de entrar na fila de espera. Agora estamos tranquilos.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli