Cheios de estilo e personalidade: conheça dois gatinhos que foram adotados durante a quarentena

Keith Richards e Edith Piaf possuem personalidades diferentes, mas já se adaptaram à rotina dos novos tutores

Antes da adoção, Piaf (esq.) e Kit (dir.)  foram resgatados da rua e acolhidos pela ONG Catland

Antes da adoção, Piaf (esq.) e Kit (dir.) foram resgatados da rua e acolhidos pela ONG Catland

Acervo Pessoal/ Tiaya Lourenço

Tiaya Lourenço é bióloga e sempre amou gatos, mas vivia em família rodeada de cães.  O sonho de ter um bichano só se realizou quando ela se mudou da casa dos pais. Seu primeiro felino ganhou o nome de Hitchcock, ou simplesmente Hitch, para os íntimos. “Foi uma adoção feita pela rede social, na época não procurei uma ONG como fiz desta vez. Hitch foi meu primeiro amor e foi muito mimado. Ele era tudo para mim, um verdadeiro filho. Infelizmente, no aniversário de um ano ele foi diagnosticado com linfoma e faleceu 10 dias depois de Felv, a leucemia dos gatos”, conta Tiaya.

Com a perda inesperada e a chegada da quarentena, Tiaya e o marido viram a oportunidade de  adotar novos gatinhos para acalmar seus corações. Queriam filhotes e tinham espaço para dois bichanos. O primeiro que encontraram no Instagram da Catland, ONG que resgata e cuida de gatos, foi o Dipper, que logo após a adoção passou a se chamar Keith Richards – ou Kit, para os mais chegados. O nome foi uma homenagem ao músico e ator britânico Keith Richards, do qual o casal é fã.

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Kit & Piaf

O tempo ajudou os dois filhotes a se adaptarem ao convívio familiar

O tempo ajudou os dois filhotes a se adaptarem ao convívio familiar

Acervo Pessoal/ Tiaya Lourenço

Kit, que hoje tem quatro meses de idade, foi encontrado na rua por policiais e encaminhado à Catland. “Ele foi encontrado ao lado de uma irmãzinha que não sobreviveu. Gatinhos abandonados dificilmente resistem, é muita sorte quando alguém os resgata”,  afirma a bióloga. Ela costuma brincar que Kit, como todo bom roqueiro, teve seus dias de “cana” ao lado dos guardas que o recolheram das ruas.

Edith Piaf, de cinco meses, hoje companheira inseparável de Kit, teve uma história bem triste: foi retirada de um córrego onde havia sido abandonada ao lado de vários irmãos, que morreram antes do resgate. Sua adoção foi uma sugestão da fundadora e responsável pela ONG, Perla Poltronieri.  O nome “diferente” também foi uma homenagem do casal, dessa vez à cantora e atriz francesa Edith Piaf.

“O processo de adoção administrado pela Catland é excelente, a preocupação deles com o bem-estar dos animais é genuíno. Como pais preocupados que somos, fiquei encantada com o papel e responsabilidade da ONG. Eles acompanham tudo, inclusive depois da adoção, para ter certeza quanto à adaptação da família”, conta Tiaya.

Piaf  é mais introvertida, mas também muito carinhosa

Piaf é mais introvertida, mas também muito carinhosa

Acervo Pessoal/ Tiaya Lourenço

Dúvidas, angústias, medos...  por causa de todas essas questões, Perla e  os voluntários da ONG procuram estar sempre presentes na vida dos adotantes. Para a Catland, o fundamental é que todos os envolvidos fiquem confortáveis e possam construir um lar seguro e cheio de amor para os bichanos.

“Nossa casa é completamente preparada e evitamos qualquer possibilidade de acesso à rua. Entendo que o nível de responsabilidade de um tutor deve ser semelhante ao tratamento dado às crianças, que não podem atravessar uma rua sozinhas, por exemplo”, afirma Tiaya.

Questão de personalidade

Kit é mais dengoso e exigente com os tutores

Kit é mais dengoso e exigente com os tutores

Acervo Pessoal/ Tiaya Lourenço

Com a família reunida em tempos de isolamento social,  o “casal de gateiros” passou a observar  com mais atenção a personalidade dos bichanos, que são muito diferentes. “Kit é dengoso, de colo, se deixar passa o dia todo sendo acariciado enquanto trabalhamos em casa”, conta a Tiaya. “Piaf é mais recolhida, muitas vezes olha com aquela desconfiança como se tentando descobrir o que queremos dela. Vem se soltando aos poucos, mas é carinhosa e obediente, uma verdadeira lady”, conta a tutora.

Houve certo estranhamento na chegada, mas hoje Tiaya garante que, entre os irmãos, está tudo em paz. “Eles são tudo de bom, uma fonte de carinho, amor, trazem a sensação de alma tranquila, nos mostram que estamos fazendo o bem ao adotar e isso é incrível! Depois deles, eu penso que assistimos aos filmes de super-heróis, mas sequer imaginamos que podemos nos tornar isso para os bichanos. Adotar é um ato de amor 100% altruísta, algo que muda sua visão de mundo. Com eles, cresci e amadureci. E me tornei alguém muito melhor”, afirma.

Parceria com o Instituto PremieRpet®

A Catland é uma das ONGs parceiras do Instituto PremieRpet®, braço social da PremieRpet® que incentiva pesquisas e ações que visem promover saúde, qualidade de vida e longevidade dos animais. Entre suas diversas atividades, está o apoio a ONGs como a Catland.

PremieRpet®. Existimos para tornar a relação das pessoas com  os seus animais de estimação a mais próxima, prazerosa e longa possível.