Conheça a ONG DNA Animal e saiba mais sobre adoção responsável

Há 5 anos, a ONG resgata animais abandonados e vítimas de maus-tratos na região metropolitana de Curitiba (PR)

Cães aproveitam o sol na ONG DNA Animal

Cães aproveitam o sol na ONG DNA Animal

Divulgação/DNA Animal

A ONG (Organização Não Governamental) DNA Animal, localizada no munícipio Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba (PR), é uma das ONGs auxiliadas pela parceria entre o Instituto PremieRpet® e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A parceria deu origem ao projeto Medicina Veterinária do Coletivo, uma iniciativa pioneira no Brasil que visa apoiar ONGs com consultoria técnica veterinária especializada para ambientes com grandes populações de animais. Dessa forma, o projeto ajuda as ONGs com um trabalho que vai além das doações de alimentos e contribui para que tenham mais sucesso em sua missão, multiplicando os finais felizes.

A DNA Animal atua no resgate e abrigo de cães abandonados ou em situação de risco desde 2015. A iniciativa surgiu naturalmente – daí o nome DNA (Dedicação Natural aos Animais) – com a responsável Janete Nascimento, protetora individual, que resgatava cães abandonados pelas ruas da cidade e locava o espaço para hospedar animais resgatados por outras protetoras que não tinham como acomodá-los. Por se tratar de um bairro residencial, os 80 cães que moravam no quintal da dona Janete viraram um problema sério com a vizinhança, que chegou a quebrar o muro da casa e até jogar rojões no quintal, para assustar os animais.

A situação insustentável levou dona Janete a procurar o apoio da prefeitura do município, que cedeu o espaço onde a DNA Animal funciona até hoje, e desde 2018, sob a direção de Andrea Barth. Assim como muitos super-heróis de filmes, os voluntários-heróis da DNA Animal também têm vida dupla. Andrea, por exemplo, é administradora de empresas, tem seu expediente profissional regular, mas também dedica seu tempo para a administração da ONG. Assim como ela, outros oito membros do conselho administrativo, cada um com sua profissão e trabalho, se dividem nas tarefas financeiras, administrativas, no gerenciamento das redes sociais, loja online, ações da ONG, adoções e feiras de adoção.

Apesar de ainda não terem “um humano para chamar de seu”, os cães possuem ficha com histórico de saúde desde a entrada no abrigo e são acompanhados por uma responsável técnica de veterinária, além dos residentes da UFPR, em visitas periódicas para acompanhamento e orientações de atividades.

A ONG sobrevive de doações diversas e esporádicas feitas por voluntários da comunidade, algumas empresas como a PremieRpet®, médicos veterinários, parceiros e seguidores da DNA Animal nas redes sociais. Doações podem ser feitas em dinheiro, transferências bancárias ou suprimentos como ração, medicamentos, cobertores, casinhas, etc. “Toda ajuda relacionada aos cães é bem-vinda e sempre estamos precisando”, reforça Andrea.

Neste encontro de vovôs, Baltazar, Sherife e Guga, descansam sossegados sobre os paletes, que os mantêm aquecidos e protegidos

Neste encontro de vovôs, Baltazar, Sherife e Guga, descansam sossegados sobre os paletes, que os mantêm aquecidos e protegidos

Divulgação/DNA Animal

Adoção Responsável

Adotar um cãozinho é um ato de amor e garantia de um companheiro para todas as horas, mas todas mesmo! Na DNA Animal, os candidatos a tutores passam por uma entrevista para garantir que o cão será entregue a alguém consciente do que é ter um pet em casa e preparado para ser um tutor responsável. “As pessoas querem adotar, mas, muitas vezes, basta um problema aparecer e o cachorro se torna a primeira opção para se desfazer. Isso não resolve nada, pois o que dá sentido ao nosso trabalho é tirar o animal da rua para oferecer uma qualidade de vida melhor para ele”, diz Andrea. No momento da adoção, o futuro tutor recebe um termo de responsabilidade, no qual ele fica ciente dos cuidados que precisará ter com o cão, como vacinação, alimentação e as demais necessidades. Além disso, o novo tutor se compromete a receber a equipe da ONG pelo período de 3 a 6 meses e enviar fotos e vídeos para o acompanhamento da adaptação do bichinho ao novo lar. 

A adoção responsável é uma via de mão dupla. Assim como o tutor se compromete com o bem-estar do animal, a ONG também precisa cumprir algumas etapas anteriores à adoção. De acordo com a Andrea, os animais acolhidos pela DNA Animal em situação de maus-tratos ou problemas graves de saúde são levados direto para a clínica veterinária e só vão para o abrigo depois de estarem completamente recuperados. Na ONG são tratados, castrados, vacinados e vermifugados. Só após todos esses cuidados é que o cão fica disponível para a adoção.

Adoção em tempos de pandemia

Na DNA Animal, a pandemia dificultou as oportunidades de um novo lar para os cães, já que as feiras de adoção, precisaram ser interrompidas. “As feiras são a maior chance dos nossos cães de encontrarem um novo lar”, diz Andrea. Para a diretora da ONG, a incerteza do momento também contribui para haver menos interessados. “Acredito que as pessoas estão com medo de assumir uma responsabilidade neste momento, inclusive financeira, então isso contribui para que os cães continuem no abrigo”, conclui. No entanto, a diretora diz estar preparada para atender futuros tutores, disponibilizando máscaras e álcool gel antes de qualquer contato dos visitantes com os animais do abrigo.

A DNA Animal é uma das ONGs parceiras do Instituto PremieRpet®, braço social da PremieRpet®, que incentiva pesquisas e ações que visem promover saúde, qualidade de vida e longevidade dos animais. Entre suas diversas atividades, está o apoio a ONGs como a DNA Animal.

PremieRpet®. Existimos para tornar a relação das pessoas com animais de estimação a mais próxima, prazerosa e longa possível.