Pandemia provocou aumento nas adoções de cães e gatos

Isolamento social incentivou a busca por animais em abrigos, mas especialistas alertam que para adotar é preciso ter responsabilidade 

Tutor deve ter comprometimento com a saúde e o bem-estar dos pets durante e depois da quarentena

Tutor deve ter comprometimento com a saúde e o bem-estar dos pets durante e depois da quarentena

Pixabay

Eles são adoráveis, fiéis e muito companheiros. Amam sem impor condições e só esperam receber de volta o carinho que oferecem. É por isso que, desde março, quando grande parte da população entrou em quarentena por causa da pandemia do coronavírus, mais pessoas passaram a buscar um animal de companhia.

Segundo o Instituto Pet Brasil, entidade criada para estimular o desenvolvimento do setor de produtos e serviços para animais de estimação, houve um aumento de 50% no número de adoções. É uma notícia animadora diante da crescente população animal em situação vulnerável, recolhida diariamente por ONGs e associações protetoras.

No entanto, os voluntários de abrigos alertam que para adotar é preciso ter responsabilidade e comprometimento com a saúde e o bem-estar dos pets, o que vai além do período de quarentena. Veja abaixo uma reportagem sobre o tema, apresentada no programa Balanço Geral RJ, da Record TV:

“Acho que esse período fez com que as pessoas interagissem mais por meio das redes sociais refletindo nas adoções.”, afirma Fernanda Barros, voluntária do Projeto Segunda Chance, ONG que resgata e acolhe animais em situação de abandono. “De março até agora, já entregamos 4 gatos e 8 cães. Nossa média mensal era de uma adoção apenas e, no mesmo período, foram resgatados 25 cães”.

Apesar do aumento no número de adoções, a voluntária relata uma preocupação. “Me preocupa o que vem pela frente: pessoas totalmente disponíveis na quarentena que voltarão ao trabalho, e a transição necessária para que os bichos fiquem felizes em casa.”.

Especialistas afirmam que a dedicação ao pet deve ser mantida após o período de isolamento. “Não queremos que esses animais sirvam para preencher uma lacuna provisória enquanto as pessoas estão de quarentena.”, diz Leila Abreu, da Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida). Segundo ela, é preciso planejar a rotina de retorno ao trabalho para evitar problemas entre o tutor e o animal no futuro. 

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Número de adoções cresceu 50% durante a pandemia
Fonte: Codevida

Para quem deseja adotar um pet na quarentena, mas não tem certeza sobre como será a rotina com um animal em casa, a solução pode ser a adoção provisória. Uma ideia que surgiu em uma ONG do interior de São Paulo e que permite que a família interessada adote um cão ou gato por um período predeterminado. Com isso, é possível observar se o animal se adapta ao novo ambiente. Para os voluntários da ONG, a experiência tem sido um sucesso, já que 90% dos pets que passaram por essa experiência foram adotados de forma definitiva.

Adoções em alta, doações em baixa

Apesar do aumento de adoções na quarentena, as ONGs têm registrado uma queda significativa no número de doações nesse período. “Muitos autônomos perderam ou sofreram diminuição de renda, gerando impacto negativo nas doações.”, conta Fernanda. Para tentar minimizar esse problema, o Projeto Segunda Chance tem realizado lives nas redes sociais, que acontecem sempre às quartas-feiras, às 20h. É uma oportunidade de mostrar o trabalho realizado pelos voluntários, esclarecer dúvidas sobre cuidados e adoção, além de sensibilizar a comunidade. Com isso, a ONG espera alcançar mais pessoas, para aumentar também o número de contribuições.

Campanha Solidária

Rações doadas para a ONG Projeto Segunda Chance

Rações doadas para a ONG Projeto Segunda Chance

Divulgação/ Projeto Segunda Chance.org

Para minimizar os impactos causados pela pandemia, o Instituto PremieRpet®, por meio da Campanha Toneladas do Bem, distribuiu 25 toneladas de alimentos de alta qualidade para cães e gatos de 18 instituições, entre elas a ONG Projeto Segunda Chance.

Parceria com o Instituto PremieRpet®

A ONG Projeto Segunda Chance é parceira do Instituto PremieRpet®, braço social da PremieRpet®, que incentiva pesquisas e ações que visem promover saúde, qualidade de vida e longevidade dos animais. Entre suas diversas atividades, está o apoio a ONGs, como o Projeto Segunda Chance.

PremieRpet®. Existimos para tornar a relação das pessoas com os seus animais de estimação a mais próxima, prazerosa e longa possível.

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