Tutores relatam mudanças de vida após adoção de cães na ONG APATA

A ONG cuida de aproximadamente 240 pets, que aguardam a oportunidade de encontrarem uma nova família

Mel  foi encontrada abandonada na estrada

Mel foi encontrada abandonada na estrada

Divulgação/ APATA

Resgatar um animal da rua para oferecer a ele dignidade e qualidade de vida é a grande missão de Tânia Angiolucci e do marido, Ibrahim Angiolucci. Juntos, eles fundaram a ONG APATA (Associação de Proteção Animal Tânia Angiolucci), que atualmente  abriga 203 cães e 38 gatos, que são amados, respeitados e muito bem tratados, ao contrário da vida que levavam antes do resgate.

O sítio onde Tânia mora – que é também a sede da ONG – está localizado na  zona rural da cidade de Cajamar (SP), e no caminho da casa para o trabalho a protetora costuma encontrar muitos animais na estrada. Os animais são abandonados, muitas vezes com filhotes,  e em péssimas condições de saúde, com muitas pulgas, carrapatos e sem nenhum tipo de alimento disponível.

Foi exatamente assim que Ibrahim encontrou Mel. “Encontramos a Mel na estrada, em uma caixa de papelão velha, como um item que não tem mais serventia. Ela tinha machucados na pata dianteira e estava com o corpo dominado de sarna”, conta. Ela foi levada imediatamente para a ONG, onde começou sua longa recuperação. “A grande maioria dos animais que resgatamos tem sequelas. Cuidamos, demos amor, atenção e carinho, até que ela ficou saudável, tanto física quanto psicologicamente”, explica Ibrahim.

Depois de 5 meses, quando Mel já estava recuperada, Tânia recebeu o contato  da psicóloga Ana Carolina X, que tinha interesse em adotá-la. Ana sempre gostou de animais, mas não podia mantê-los até então porque morava em casas onde os pets não eram aceitos. Após se mudar para um local onde era permitida a convivência com animais, ela decidiu que era o momento de adotar. “Eu sou contra comprar animais, já que tem tanto animal abandonado por aí, precisando de amor e carinho”, afirma Ana Carolina.

Na ocasião,  ela procurava por um cachorro em ONGs da cidade e assim conheceu o trabalho da Tânia e a história da Mel, por quem se apaixonou. “Tem dado certo. Hoje em dia ela é minha companheira. Onde eu vou, ela vai atrás. Ela me faz companhia, protege a casa também”, conta Ana Carolina.

A adaptação de Mel na casa dos novos tutores foi melhor do que o esperado, e já no primeiro dia ela demonstrava alegria em receber carinho.  Em pet shops, no entanto, a situação é um pouco diferente e Mel apresenta comportamento agressivo. Os tutores acreditam que isso pode ser consequência de traumas que ela viveu. “Ela tem muito medo, mas a gente não sabe o que ela sofreu. Nada que muito amor e carinho não resolva”, diz a tutora.

Mel recebe muito amor e carinho da nova família

Mel recebe muito amor e carinho da nova família

Divulgação/ APATA

A vida do casal mudou completamente depois da chegada  de Mel. Ana Carolina afirma que aproveitam mais a companhia um do outro, junto da nova integrante da família. “Para mim, o animal é um membro da família. Não consigo mais viver sem ela. Por mais que ela tenha dificuldades, foi uma responsabilidade que eu assumi. Qualquer dificuldade que eu passar, ela vai estar comigo, não vou abandoná-la”, relata.

Os resultados do amor

Outro caso de sucesso de adoção na ONG APATA é o de Raul, que foi resgatado por Tânia ainda filhote e com vários problemas de saúde.  “Ele foi abandonado na estrada, foi jogado à própria sorte e eu não sei quantos dias ele ficou por ali”, lembra Tânia. Após encontrá-lo, ela ofereceu alguns petiscos e, aos poucos, ele se aproximou e permitiu o contato humano. “Quando eu abracei aquele bichinho, fedido, eu o enrolei no cobertor e coloquei no meu peito. Eu sou muito agradecida a Deus por ter resgatado o Raul”, conta.

Raul era apenas um filhote quando foi encontrado

Raul era apenas um filhote quando foi encontrado

Divulgação/ APATA

Já em segurança, Raul foi alimentado e encaminhado para o médico veterinário, onde foi avaliado e medicado. Após alguns meses de tratamento, ele se recuperou e, por meio da adoção, encontrou uma família que o recebeu com muito amor. Além disso, com o passar do tempo, Raul se tornou adulto e sua pelagem mudou, revelando parte mais escuras.

A família que o acolheu foi a de Ana Paula. Depois de perder um cachorro idoso, ela decidiu que estava pronta para ter outro animal.  Ana fez um post nas redes sociais para avisar os amigos que estava disposta a adotar e foi assim, por meio de indicações, que ela conheceu o trabalho da APATA.

Na nova casa, Raul é muito feliz e tem até bichinhos de pelúcia

Na nova casa, Raul é muito feliz e tem até bichinhos de pelúcia

Divulgação/ APATA

Ana conheceu Raul através de fotos e vídeos e, ao vê-lo pessoalmente, conta que foi amor à primeira vista. No início, a família temia que ele não fosse se acostumar ao novo ambiente, mas a adaptação ocorreu de forma tranquila. “Quando o levamos para casa, ficamos com medo se ele iria se acostumar, já que vivia em uma ONG, com muitos cachorros. Mas, com o passar do tempo, nós descobrimos que ele não era aquele cão da primeira impressão. Ele é dócil, brincalhão”, conta.

Ana Paula tem dois filhos que também são apaixonados por Raul, e que são seus maiores companheiros nas brincadeiras. “O Raul tem vários brinquedos e adora brincar! Meus filhos adoram ele, é o ‘caçulinha’ da casa. Encheu nossa casa de alegria e a vida das crianças também. Todo mundo ama o Raul”, diz a tutora.

Parceria com o Instituto PremieRpet®

A APATA é uma das ONGs parceiras do Instituto PremieRpet®, braço social da PremieRpet® que incentiva pesquisas e ações que visem promover saúde, qualidade de vida e longevidade dos animais. Entre suas diversas atividades, está o apoio a ONGs, como a APATA.
 

PremieRpet®. Existimos para tornar a relação das pessoas com  os seus animais de estimação a mais próxima, prazerosa e longa possível.