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Virtz Plataforma completa um ano de ajuda com consultas sobre covid

Plataforma completa um ano de ajuda com consultas sobre covid

Pacientes do mundo todo podem entrar em contato virtualmente, e de graça, com médicos voluntários no projeto Missão Covid

  • Virtz | Diego Prado, do R7*

Com UTIs lotadas, plataforma online é essencial para conectar médicos e pacientes gratuitamente

Com UTIs lotadas, plataforma online é essencial para conectar médicos e pacientes gratuitamente

Amanda Perobelli/Reuters

O cardiologista Leandro Rubio e o oncologista Raphael Brandão se uniram ao especialista em inovação digital Cristiano Kanashiro e ao executivo de tecnologia da informação Carlos Franchi Júnior no começo da pandemia, em 2020, para começar o projeto Missão Covid, uma plataforma online que conecta pacientes com médicos gratuitamente. Neste sábado (20), a ação completa um ano.

Mais de 90 mil atendimentos foram feitos em brasileiros todo o país desde o início da pandemia de covid-19 e em mais de outros 128 países diferentes do mundo. A consulta é virtual, feita por meio do WhatsApp. Os médicos voluntários fazem chamadas da vídeo para tirar dúvidas e analisar possíveis sintomas da covid-19 do paciente. Caso os sinais sejam evidentes, as pessoas são recomendadas a procurar um hospital e ter uma consulta presencial.

O cadastro, tanto para um paciente, quanto para um médico voluntário, precisa ser feito na plataforma da Missão Covid. Além das consultas grátis, alguns profissionais fazem lives e vídeos educativos para tirar dúvidas da população, informar sobre verdades ou mitos da doença e suas variantes.

Atendimento aumentou muito

O número de pessoas cadastradas aumentou muito com o tempo, e não são todas que conseguem ser prontamente atendidas. Em 2020, foram 1.400 médicos que se voluntariaram para atuar na plataforma, com atendimentos em 3.544 cidades diferentes em todos os estados brasileiros e consultas realizadas com mais de 86 mil pessoas com sintomas de covid-19.

Sobre a telemedicina, os fundadores dizem que "casos leves podem ser acompanhados em domicílio, por médicos atuando à distância, utilizando medicamentos sintomáticos para febre, coriza, tosse, etc. Casos moderados e graves são acompanhados em hospitais e UTIs", lembram eles.

Com a alta demanda por ajuda, o grupo tem um trabalho muito ativo nas redes sociais, principalmente Facebook e Instagram, onde já realizaram mais de 90 lives e 350 posts informativos.

O projeto, sem fins lucrativos, está à procura de mais profissionais de saúde de diversas áreas para poder seguir auxiliando a população e poder atingir ainda mais pessoas, com o foco de manter os pacientes, o máximo possível, no ambiente de suas casas, recorrendo ao hospital apenas quando realmente é muito necessário.

* Estagiário do R7, sob supervisão de Luciana Mastrorosa

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