Projeto Marcenaria do Bem vai doar R$ 600 a marceneiros sem renda

Projeto Marcenaria do Bem fará doação para mais de 3,5 mil profissionais que perderam trabalho por causa da pandemia de coronavírus

Marcenaria do Bem fará a doação de R$ 600 para mais de 3,5 mil profissionais

Marcenaria do Bem fará a doação de R$ 600 para mais de 3,5 mil profissionais

Divulgação/Instituto Leo

O projeto Marcenaria do Bem fará doação de R$ 600 (divididos em duas parcelas mensais de R$ 300) para mais de 3,5 mil profissionais marceneiros de todo o país que perderam renda em virtude das medidas de isolamento social por causa da pandemia de coronavírus.

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A iniciativa é da rede de lojas Leo Madeiras, vinculada ao Instituto Leo, entidade voltada ao terceiro setor mantida pela companhia, e conta com o apoio do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e da Duratex S.A, maior produtora de painéis de madeira industrializada e pisos, louças e metais sanitários do Hemisfério Sul.

Para concorrer ao auxílio, os candidatos devem se inscrever pelo site do projeto (www.marcenariadobem.com.br), até o dia 14 de junho, e atender a todos os pré-requisitos exigidos pelo regulamento do programa. Apenas maiores de 18 anos podem participar. O Marcenaria do Bem ainda conta com um sistema de financiamento coletivo para que possa ampliar o número de profissionais beneficiados pela ação (https://www.marcenariadobem.com.br/financiamento).

Os contemplados serão incentivados a produzir peças para doação como forma de contribuir com instituições ou organizações sociais que também precisem de ajuda neste momento. Além disso, terão acesso online a conteúdos direcionados para cuidados com a própria saúde e a de suas respectivas famílias, orientação profissional, além de instruções para a produção de diferentes tipos de móveis e utensílios.

“Esta iniciativa é 100% inspirada no programa Pintar o Bem, lançado em abril pela Suvinil. Eles investiram R$ 1,3 milhão no programa e o projeto foi tão positivo que acabou servindo de inspiração para que a gente se mobilizasse também. Afinal, sem os pequenos marceneiros, nós nem estaríamos aqui. Eles sempre foram a nossa principal clientela e agora é hora de tentarmos retribuir um pouco”, afirma Andrea Seibel, CEO da Leo Madeiras.

Projeto vai doar a marceneiros de todo o país

Projeto vai doar a marceneiros de todo o país

Divulgação/Instituto Leo

Com o lançamento do Marcenaria do Bem, a Suvinil ressalta a importância de inspirar novos programas e contribuir com a expansão dessa rede colaborativa.

“Acreditamos no potencial das redes colaborativas e na força da corrente do bem que une empresas aos demais elos da cadeia em causas sustentáveis. Com os dois programas, Pintar o Bem e Marcenaria do Bem, a Suvinil e a Leo Madeiras se voltam aos profissionais que mais apoiam os seus negócios, pintores e marceneiros, para auxiliá-los financeiramente e com informações pertinentes a esse momento crítico e ainda criam uma onda positiva que tem atraído novos parceiros dispostos a dialogar e reforçar essas iniciativas”,  explica Juliana Hosken, diretora de marketing da Suvinil.

O processo de seleção

Aqueles que cumprirem com todos os pré-requisitos exigidos pelo Marcenaria do Bem terão o seu cadastro avaliado por um sistema de pontuação que considerará fatores como número de dependentes, atuação como MEI, menor renda familiar, doença pré-existente, filiação a alguma associação de marceneiros, participação em cursos oferecidos pela Leo Madeiras e cliente da rede. A idade dos candidatos servirá como critério de desempate. Os mais velhos terão a preferência.

Quem for classificado na última etapa receberá um comunicado com a relação de documentos necessários para a abertura de uma conta digital no Banco Afro, outro apoiador da iniciativa. Os beneficiários serão divididos em dois grupos, conforme a classificação pelos critérios de vulnerabilidade. O primeiro será divulgado dia 1º de junho e o segundo, em 15 de junho. Ambos poderão sacar o benefício 72 horas após a entrega da documentação solicitada.

“No Brasil, 80% das marcenarias são compostas de micronegócios familiares sem reserva de caixa. A maior parte desses empreendimentos está em profunda dificuldade por causa da pandemia. Vamos continuar trabalhando para conseguir meios de ajudar um número ainda maior de profissionais marceneiros com essa mesma ação”, finaliza Andrea.