Sementes protegidas por seda permitem cultivo em solo ruim

Pesquisa do MIT criou um revestimento que protege sementes do excesso de sal e fornece nutrientes que levam à germinação em solos improdutivos

Processo pode ser aplicado de forma barata e sem a necessidade de equipamentos especializados

Processo pode ser aplicado de forma barata e sem a necessidade de equipamentos especializados

Divulgação/MIT

Usar um revestimento protetor que também forneça nutrientes essenciais à germinação pode possibilitar o cultivo de vegetais em solos improdutivos, de acordo com uma nova pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), dos EUA.

Uma equipe de engenheiros revestiu sementes com uma seda tratada com um tipo de bactéria que produz naturalmente um fertilizante nitrogenado, para ajudar o desenvolvimento das plantas. Testes mostraram que essas sementes podem crescer com sucesso em solos salgados demais para permitir que as sementes não tratadas se desenvolvam normalmente.

Os pesquisadores esperam que esse processo, que pode ser aplicado de forma barata e sem a necessidade de equipamentos especializados, possa abrir áreas de terra para a agricultura que agora são consideradas inadequadas.

O resultado do estudo foi publicado pela revista científica PNAS, em um artigo dos pesquisadores Augustine T. Zvinavashe, Eugene Lim, Hui Sun e Benedetto Marelli. A vantagem da descoberta é evitar problemas associados a outras abordagens de fertilização, como o impacto ambiental dos fertilizantes artificiais. 

De acordo com o site do MIT, o próximo passo dos pesquisadores é trabalhar no desenvolvimento de novos revestimentos que não apenas protegem as sementes do solo salino, mas também os tornam mais resistentes à seca, usando revestimentos que absorvem a água do solo