Senai devolve a hospitais mais de mil respiradores consertados

Rede coordenada pela instituição entregou, ao todo, 1.016 aparelhos essenciais no tratamento de pacientes graves da covid-19

Conserto de respiradores é uma iniciativa do Senai em parceria com outras empresas

Conserto de respiradores é uma iniciativa do Senai em parceria com outras empresas

Divulgação Senai

A rede voluntária formada pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) já devolveu 1.016 ventiladores pulmonares aos sistemas de saúde. Os aparelhos consertados pertenciam a hospitais de 233 cidades e não estavam sendo usados. 

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Desde o dia 30 de março, quando a Iniciativa + Manutenção de Respiradores passou a operar, foram recebidos 3.151 respiradores, dos quais 1.351 ainda estão em manutenção e 189 passam por calibração, última etapa antes da devolução aos serviços de saúde.

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São Paulo, epicentro da covid-19 no Brasil, é o estado que recebeu o maior número de respiradores consertados. Ao todo, 384 ventiladores pulmonares foram devolvidos aos hospitais paulistas, logo atrás vem os estados de Minas Gerais (140) e Bahia (134). 

A iniciativa conta com a participação de unidades do Senai e de diversos parceiros, como ArcelorMittal, BMW Group, Fiat Chrysler Automóveis, Ford, General Motors, Honda, Hyundai Motor Brasil, Instituto Votorantim, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e POLI-USP, Jaguar Land Rover, Mercedes-Benz do Brasil, Moto Honda, Renault, Scania, Toyota, Troller, Usiminas, Vale, Volkswagen do Brasil e Volvo do Brasil, com o apoio da Petrobras, do Ministério da Saúde, do Ministério da Economia, do Ministério da Defesa, da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e da ABEClin (Associação Brasileira de Engenharia Clínica).

“É uma grande honra para o SENAI coordenar essa rede do bem, de solidariedade que, certamente, ajudou a salvar muitas vidas. A marca de mil ventiladores pulmonares consertados gratuitamente demonstra que a união é o caminho para o Brasil enfrentar a pandemia”, afirma o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “A rede voluntária espera continuar a ter apoio para consertar todos os aparelhos que estão sem uso no país por falta de manutenção”, completa. Estimativa da LifesHub Analytics e da Associação Catarinense de Medicina (ACM) era que existiam pelo menos 3,6 mil ventiladores pulmonares fora de uso no país, mas esse número pode ser maior. A avaliação é que cada aparelho pode ajudar no tratamento de até dez pessoas.