Teste criado na França mostra se pessoa está imune ao coronavírus

laboratório Pasteur-TheraVectys desenvolve exame que determina se pacientes curados correm risco de desenvolver novamente a covid-19

Pessoas curadas vão saber se estão imunes

Pessoas curadas vão saber se estão imunes

Pixabay

O diretor do laboratório francês Pasteur-TheraVectys, Pierre Charneau, afirmou em entrevista ao jornal Libération que o instituto desenvolveu um teste sorológico capaz de identificar com precisão o grau de proteção de pessoas curadas da covid-19 para uma nova infecção.

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"Desenvolvemos o único teste que mede o nível de imunidade", disse Charneau, que acrescentou que o exame pode ser uma importante ferramenta para governos mundiais determinarem estratégias para a retomada das atividades sem reativar a pandemia.

O laboratório conjunto de vacinação do Instituto Pasteur e a empresa de biotecnologia TheraVectys aguarda a autorização das autoridades de saúde francesas para comercializar o novo teste

A vantagem do novo teste sorológico reside em sua capacidade de especificar o grau de imunização dos pacientes recuperados do Sars-Cov2.

Os exames que já estão no mercado utilizam uma técnica considerada imprecisa de colocar uma proteína do vírus em contato com o sangue do indivíduo. Na presença de anticorpos, o resultado é positivo. Segundo os pesquisadores, tais testes são insuficientes para fornecer uma leitura da qualidade da imunidade adquirida pela pessoa contaminada, o que dificulta estabelecer se ela está protegida ou não contra uma nova infecção pelo coronavírus.

A solução desenvolvida pelo Pasteur-TheraVectys detecta anticorpos e mede sua capacidade de inibir a entrada do vírus nas células. "Por ser muito sensível, muito específico contra o Sars-Cov2, ele permite classificar a resposta imunológica em três categorias: forte neutralizante [do vírus], fraco ou não neutralizante", explica Charneau.

"Podemos, portanto, identificar as pessoas verdadeiramente protegidas, uma informação que é inestimável para todos aqueles que entraram em contato com doentes, inclusive sem saber", destaca o virologista.