Universidades fazem protetores faciais para doar a hospitais

Equipamentos são destinados a profissionais de saúde de Sorocaba, Piracicaba, Limeira e Santos

Profissionais do Hospital Regional de Piracicaba recem EPI

Profissionais do Hospital Regional de Piracicaba recem EPI

Divulgação

Um grupo de voluntários da UFSCar, Fatec e Unesp está produzindo equipamentos de proteção individual (EPIs) para doação a profissionais que atendem pacientes infectados por Coronavírus.

O grupo, denominado Solidariedade 3D, está focado principalmente na utilização da ferramenta de impressão 3D para a construção de diferentes tipos de máscaras, protetores faciais, peças para respiradores, entre outros.

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A equipe conta com participantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), incluindo estudantes do Campus de Sorocaba e pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva (NTA) da Instituição; alunos dos cursos de Manufatura Avançada e Sistemas Biomédicos e pesquisadores do Núcleo Biotecnol da Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec); estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus de Sorocaba), além de outros voluntários.

No momento, o grupo está concentrado na produção de protetores tipo "face shield" (do Inglês, "escudo facial"), que protege totalmente a face, evitando a propagação de doenças transmissíveis pela saliva e fluidos nasais. Esse tipo de EPI evita respingos de saliva e de fluidos nasais que possam ocorrer durante atendimento médico. É recomendado para profissionais que entram em contato com pacientes infectados desde a recepção em hospitais até o atendimento em UTI.

Grupo produz protetores "face shield" para doação

Grupo produz protetores "face shield" para doação

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O desenvolvimento dos protetores "face shield" envolve a etapa de desenho da estrutura a ser impressa, a impressão 3D propriamente dita, o lixamento, o corte a laser dos visores e o corte manual dos elásticos. Na sequência, é feita a montagem dos protetores, com os encaixes dos visores e elásticos na estrutura, a higienização, o embalamento e, por fim, a distribuição.

Até o momento foram produzidos cerca de 250 protetores e existe, atualmente, uma demanda de mais 350 unidades.  Entre as instituições que receberam protetores estão o Hospital Regional de Sorocaba, o Hospital Regional de Piracicaba, a Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (GPACI) e a Policlínica Municipal de Sorocaba.

Recursos


Os protetores têm sido produzidos com equipamentos e ferramentas do NTA-UFSCar, obtidos por meio de projetos de pesquisa concluídos e financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e alocados em laboratório do Departamento de Engenharia de Produção (DEP-So) do Campus Sorocaba da UFSCar.

Já os insumos - como filamentos de impressão, elásticos e placas de plásticos transparentes - estão sendo angariados a partir de doações, algumas realizadas pelos próprios voluntários, e também com recursos arrecadados via plataforma de financiamento coletivo online.

O grupo continua solicitando doações de materiais. Mais informações sobre a iniciativa ou sobre doações podem ser consultadas no site e também nas páginas do projeto no Facebook e no Instagram.