Universitária conta como ajuda assistencial mudou sua vida

Vitória Maria Barreto Rosendo, de 23 anos, mora no sertão nordestino e estudou numa escola mantida por instituição ligada ao SOS Famílias do Sertão

A estudante de arquitetura Vitória Maria Barreto Rosendo, de 23 anos

A estudante de arquitetura Vitória Maria Barreto Rosendo, de 23 anos

Divulgação/ SOS Famílias do Sertão

A história da estudante de arquitetura e urbanismo Vitória Maria Barreto Rosendo, de 23 anos, é um exemplo de como a ajuda assistencial pode mudar vidas - para melhor.

Vitória mora com a família, de origem simples e humilde, no sertão nordestino. Quando era criança, seus pais haviam voltado para o município em que moram atualmente, sem emprego fixo e passando muita dificuldade financeira.

Assim, no final de 2002, a então menina Vitória conseguiu uma vaga, junto com a irmã, Rebeca, numa escola mantida por uma instituição que ajuda as famílias em situação de vulnerabilidade, ligada ao SOS Famílias do Sertão. Foi isso que, segundo a estudante, deu a partida para que a situação da família toda começasse a melhorar.

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Vitória na época em que estudava na escola mantida pela instituição de ajuda social

Vitória na época em que estudava na escola mantida pela instituição de ajuda social

Divulgação/ SOS Famílias do Sertão

"Entrei na escola mantida por essa instituição de auxílio social em 2002, muito novinha. Mas lembro de absolutamente tudo, tenho uma memória muito vívida e muito boa daquela época", conta Vitória.

"Meu pai tinha sido transferido para trabalhar em outra cidade. Quando voltamos para cá, foi uma época muito difícil. Minha mãe foi atrás para conseguir vaga para mim e minha irmã", diz ela.

"Quando entrei, foi muito bom porque eu passava o dia inteiro na escola. Tinha alimentação, a gente sempre trazia os pães pra casa. E, na época, como a gente passava um aperto financeiro, foi uma ajuda muito grande", lembra a estudante.

Vitória se recorda com muito carinho de tudo o que viveu e aprendeu na escola mantida pela instituição. Só saiu em 2006 porque, naquele momento, não havia turmas para as próximas séries.

"Quando eu saí, foi muito triste. Eu e meus colegas choramos muito. Somos amigos até hoje. Foi um divisor de águas na minha vida estudar lá", resume Vitória.

Hoje, ela tem bolsa de 100% numa boa faculdade na Bahia. E a história breve que teve nessa escola a marcou tanto que seu trabalho de conclusão de curso será sobre esse projeto, que dá muito apoio às famílias da região até hoje.

O SOS Famílias do Sertão tem apoiado pessoas em vulnerabilidade social, reforçando a atuação neste momento de pandemia de covid-19, quando muitas famílias perderam os empregos.

Mudança de vida

O orgulho de poder estar numa faculdade, e a gratidão de saber que tudo começou pela educação que recebeu como base

O orgulho de poder estar numa faculdade, e a gratidão de saber que tudo começou pela educação que recebeu como base

Divulgação/ SOS Famílias do Sertão

A escola em que Vitória e a irmã estudaram ajudou não apenas as meninas, mas, também, seus pais. A mãe, na época desempregada, conseguiu um trabalho na instituição. E o pai fez o curso de marcenaria oferecido pela escola, possibilitando uma nova frente de trabalho para eles.

"Minha vida mudou muito financeiramente depois disso. Eu sei que, na época, foi a base mesmo da minha família. Depois disso, minha mãe e meu pai se formaram, conseguiram emprego, nossa vida melhorou progressivamente, graças a Deus. Nós somos muito gratos, incentivou muito o crescimento das pessoas da minha família", diz Vitória.

"Eu considero realmente que tudo começou por causa dessa escola, a melhoria da minha vida, em questão financeira, educacional, de formação social e como cidadã. Porque as atividades extras que a instituição oferece fazem com que a gente não tenha tempo de pensar em coisas ruins. E sabemos que a realidade de muitas crianças que estudam lá é muito dificil", ressalta a estudante.

"Nós aqui nunca chegamos a passar fome, mesmo com a dificuldade financeira, pois minha avó mora numa roça, então sempre teve leite, sempre teve verdura. Mas eu sei que muitas das crianças que estudaram lá passaram fome", diz Vitória.

Por conta disso, a estudante considera que essa instituição de ajuda assistencial é importantíssima para a região em que vivem. "Tanto na questão financeira, quanto em dar alimentação durante o dia para crianças que não teriam acesso a isso. A escola dá uma base, ensina coisas que elas possam se apaixonar e querer no futuro ter uma profissão", acredita a jovem.

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